A Dor Pode Te Marcar

Aqui você vai encontrar:

  • O meu caminho até o Burnout.
  • Como meu corpo reagiu?
  • O que fiz para não entrar nos remédios?
  • O que eu aprendi?
  • Esteja preparado(a)!
  • Seus direitos.
  • Quem procurar?
  • Indicações
  • Livros.
  • A dor pode te marcar – Campanha do MPT/Campinas.

Introdução

Se você chegou até aqui, é bem provável que queira entender melhor o assunto. Antes de prosseguir quero que saiba que não sou psicóloga, psiquiatra e que não sou o Burnout. Sou jornalista e a partir da minha experiência, de centenas de altos e baixos, pesquisei muito para entender que estamos passando por uma mudança social/cultural e que reconhecer que não somos máquinas precisa fazer parte dos novos tempos para assim não adoeceremos mais. O conjunto de sintomas adquiridos no ambiente de trabalho, reconhecido pela OMS – Organização Mundial da Saúde em maio de 2019, é uma doença como diabetes, pressão alta, entre outras patologias silenciosas. O Burnout pode incapacitar um profissional de alto rendimento momentaneamente, mas não para sempre, e só entra em colapso quem ama o que faz, mas justamente por se entregar totalmente ao trabalho, se esquece de si mesmo.

Portanto, o Burnout é um freio, não é o fim!

Em tempo: abaixo listo situações que aconteceram comigo. Mas, depois de receber relatos de mais de 3 mil pessoas, não tenho dúvida em afirmar que cada pessoa pode desenvolver o Burnout por vários anos, fazendo muitas adaptações, tomando diversas providencias, indo a vários médicos, negando os sentimentos e que até o excesso de resiliência pode ser um problema se uma pausa voluntária não for feita. A internet é um acelerador de partículas. Como vamos seguir a partir daqui? Com sentido e saúde ou com remédios para camuflar situações insustentáveis?

O meu caminho até o Burnout

Dois fatores me lavaram até a Síndrome de Burnout :

  1. Longos períodos trabalhando de madrugada + acúmulo de funções e jornais.
  2. Madrugada, no meu caso, era acordar meia noite, uma ou duas da manhã de segunda à sexta.

Para dar conta dessa rotina tive que usar remédios para dormir (indutores de sono) e para acordar (anfetaminas). Tudo sob orientação médica.Aos sábados, em média 2 por mês, trabalhava 12 horas apresentando a previsão do tempo em cinco jornais locais e de rede ou apresentando dois jornais locais.  Com isso, de acordo com os médicos que consultei, meu ciclo circadiano estava completamente desregulado e não havia tempo para a recuperação cerebral suficiente.Depois de conversar com especialistas em diversas áreas (cardiologista, endocrinologista, gastroenterologista, vascular, psicólogos e psiquiatras) acumular laudos e pedidos de mudança de horário no meu trabalho, comecei a sentir muita tristeza e dela nasceu o sentimento de desvalorização.Contudo, o colapso acontece depois que você fez de tudo para não parar ou decepcionar ninguém do trabalho e acaba tendo uma grande decepção (discussão com algum chefe, falta de reconhecimento, remuneração, etc). Eu me lembro bem o que aconteceu para meu corpo dizer: agora chega!E você?

Como meu corpo reagiu?

  • Fadiga crônica
  • Falta de ar
  • Enjoos
  • Tontura
  • Enxaqueca 
  • Taquicardia
  • Agressividade
  • Tremedeira nos olhos
  • Transpiração excessiva
  • Acne/ manchas na pele
  • Queda de cabelo
  • Problemas gastrointestinais
  • Problemas cardiovasculares
  • Crises nervosas e de ansiedade
  • Desorientação espacial
  • Dificuldade para elaborar raciocínio com agilidade;
  • Despersonalização (quando nada, além do trabalho, faz sentido)
  • Choro inexplicável
  • Dificuldade para dirigir
  • Dificuldade para responder mensagens e lidar com telas
  • Braços adormecidos
  • Graves apagões no ar dia 14-08
  • Cortisol 31,1(normal entre 6 e 18,4 microg/dL) – em 17/08/2018

O que eu fiz para não entrar nos indutores de sono e anfetaminas

(sob orientações médicas)

Antes de dormir eu fazia ou usava:

Floral
Homeopatia
Cristais
Meditação
Oração
Chás de Camomila
Técnicas de respiração 4 – 7 – 8

Depois de acordar

Café e outros estimulantes naturais
RPG
Reiki
Apometria
Acupuntura
Atividade física
Constelação familiar
Biomagnetismo
Microfisioterapia

Indicações

Durante os últimos meses conheci profissionais que me surpreenderam positivamente. Abaixo faço algumas recomendações.

Advogados

Thassya Prado – AB/SP 411.032 Especializada em Direito do Trabalho e Compliance Trabalhista, com foco na gestão de pessoas e na melhoria do meio ambiente do trabalho, seguro e equilibrado.

Advogados

Marcelo Válio – OAB/SP 195.811 Advogado e docente atuante em direito empresarial humano, direito dos idosos, pcds, médico e trabalho.

Advogados

Luciana Chamone OAB/MG 116.770. Presidente da Comissão de Direito à Saúde Mental da OAB/MG. Advogada especialista em Direito e Processo do Trabalho e Compliance Officer, com foco em Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente do Trabalho.

Psiquiatra

Dra Camila Magalhães Silveira – CRM: 104.984

Médica Psiquiatra e Psicoterapeuta Pesquisadora do Núcleo de Epidemiologia Psiquiátrica do Instituto de Psiquiatria do HC Faculdade de Medicina da USP (IPq HC FMUSP).

Psicóloga Presencial

RITA K. ARAGAKI DA COSTA Master Pratictioner em Programação Neurolinguística. Especialização em TCC – Terapia Cognitivo Comportamental. Professional Coach. Analista Comportamental DISC e RH Profile. Hipnoterapeuta.